Ano de DD2 iniciou. Último ano da faculdade. Ano em que serei médico, mas não um médico completo. Dificilmente nos formamos um médico completo, isso é fato. Mas também é discussão para depois. Enfim, já foi findado metade do estágio da Medicina de Família e Comunidade. O Posto, Postinho, a Vila, como chamamos... E não é que ele tem me impressionado cada dia mais. Uma semana para me habituar com o ritmo, duas semanas pra fazer amizade com o pessoal do Posto, fazer a primeira VD (Visita Domiciliar), três semanas pra ter gosto no que se está fazendo e gostar de discutir os casos (parte clínica, mental, psicológica, social e até espiritual).
Os preceptores acham que eu tenho jeito pra coisa. Talvez até tenha, mas sei o que quero, estou com foco agora, talvez o foco chegou tarde de mais ou cedo de mais, mas acho bem na real que chegou no ponto. Mas isso também é foco pra outra discussão.
Uma das coisas que mais gosto do Posto é o contato, a relação que fazemos com os pacientes, o poder nas minhas mãos de dentro do consultório saber iniciar, manter e fechar uma consulta, com sentimento de satisfação no final. Eis talvez o terceiro mistério de Fátima na Medicina: Não precisamos saber de tudo para sermos bons médicos, mas precisamos saber escutar bem nossos pacientes, e ter a oportunidade de estudá-los com calma e afinco, para sempre fornecer o tratamento mais adequado.
Fiquei sabendo que essa semana terei minha avaliação de metade de estágio..vamos lá, estou pronto.
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