Data de Publicação: 11 de fevereiro de 2010
Grupo de Pesquisa: National Institute of Health, Phoenix, USA.
Discussão pertinente: A dúvida - O que fazer com uma criança para avaliar seus fatores de risco cardiovascular no futuro no intuito de prevenir morte prematura de causa endógena, mais precisamente as relacionadas ao sistema cardiovascular? Uma coorte com os índios americanos do Arizona de 1945 a 1984 mostrou que uma boa alternativa é:
- Aferir IMC ajustado para a idade
- Dosar a glicemia em jejum, e se necessário realizar o teste de tolerância à glicose
- Aferir Pressão Arterial
O que não foi comprovado como diferencial para avaliação de risco cardiovascular no futuro?
- Dosagem de perfil lipídico
O que se conseguiu com esse manejo?
- Diagnosticar obesidade
- Diagnosticar diabéticos ou intolerantes à glicose
- Diagnosticar hipertensos
Não se encontrou valores estatisticamente significativos para dosar perfil lipídico nessa população pois a hipercolesterolemia não se mostrou como um preditor importante na prevenção de morte prematura.
Impressão: O fato de a coorte não ter seguido mais adiante pode ter mascarado preditores para morte por eventos cardiovasculares no futuro (não prematuros, após os 55 anos de idade) nessa pospulação, como a hipercolesterolemia. A obesidade se mostrou como principal preditor de morte prematura nessa população, e com a obesidade advém a diabete ou a intolerância à glicose, a hipertensão e a dislipidemia. Por isso não significa que esses fatores não predizem morte por causas cardiovasculares, mas sim morte prematura.
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