Está na Constituição de 1988: " A saúde é um direito de todos e um dever do Estado".
Está na realidade de 2009: A massificação corrompeu com o alcance de um serviço bem prestado e ágil.
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Minha escassa experiência, cada vez mais, me prova que tem algo a ser modificado no Sistema implementado. Essa é uma velha reclamação pelos usuários do Sistema, bem como pela classe prestadora de serviço do Sistema, dentre essas, nós, os médicos. Acompanhando o Serviço de Ginecologia Oncológica durante um mês e meio, deparei-me com a dura realidade às quais pacientes se deparam todos os dias: o superinchaço do Sistema.
O SUS é eficiente ao diagnosticar, mas ineficiente quanto à terapêutica. Pacientes vindas encaminhadas através de PSFs (Programa de Saúde da Família) ou de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) - vide, ambas, "Postinho do Bairro" - com mamografias categoria BI-RADS V (lesão provavelmente maligna) chegavam ao Ambulatório com diagnóstico praticamente formado, necessitando apenas de uma terapêutica cirúrgica a ser prestada pelo serviço terciário. Não era uma, eram algumas pacientes. E não era uma necessidade cabível de espera, mas uma necessidade imediata. Conduta? "Expectante". Motivo? "Sem agenda cirúrgica". Motivo principal? "SUS paga pouco; Hospitais preferem não arcar com custos de aumentar agenda SUS, privilegiando convênios e privados". Mais um motivo? "Falta de interesse político hospitalar e Executivo". Consequência? "Aumento do índice de diagnóstico (incidência) e mortalidade do Câncer de mama". Consequência para a paciente: "Dor, sofrimento antecipado, ansiedade, crise familiar e laboral". Consequência para os médicos e estudantes (para mim): "Angústia, sensação de culpa, tristeza pelo outrem, aprendizado prejudicado".
O que fiz? Uma escolha: Mais vale trabalhar com a vida, que com a morte.
Minha proposta: Expectar. Pelo menos enquanto não me houver ideias.
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Novo estágio: pediatria. Tem mais vida que morte. Vamos ver, era uma antiga vontade.
Está na realidade de 2009: A massificação corrompeu com o alcance de um serviço bem prestado e ágil.
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Minha escassa experiência, cada vez mais, me prova que tem algo a ser modificado no Sistema implementado. Essa é uma velha reclamação pelos usuários do Sistema, bem como pela classe prestadora de serviço do Sistema, dentre essas, nós, os médicos. Acompanhando o Serviço de Ginecologia Oncológica durante um mês e meio, deparei-me com a dura realidade às quais pacientes se deparam todos os dias: o superinchaço do Sistema.
O SUS é eficiente ao diagnosticar, mas ineficiente quanto à terapêutica. Pacientes vindas encaminhadas através de PSFs (Programa de Saúde da Família) ou de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) - vide, ambas, "Postinho do Bairro" - com mamografias categoria BI-RADS V (lesão provavelmente maligna) chegavam ao Ambulatório com diagnóstico praticamente formado, necessitando apenas de uma terapêutica cirúrgica a ser prestada pelo serviço terciário. Não era uma, eram algumas pacientes. E não era uma necessidade cabível de espera, mas uma necessidade imediata. Conduta? "Expectante". Motivo? "Sem agenda cirúrgica". Motivo principal? "SUS paga pouco; Hospitais preferem não arcar com custos de aumentar agenda SUS, privilegiando convênios e privados". Mais um motivo? "Falta de interesse político hospitalar e Executivo". Consequência? "Aumento do índice de diagnóstico (incidência) e mortalidade do Câncer de mama". Consequência para a paciente: "Dor, sofrimento antecipado, ansiedade, crise familiar e laboral". Consequência para os médicos e estudantes (para mim): "Angústia, sensação de culpa, tristeza pelo outrem, aprendizado prejudicado".
O que fiz? Uma escolha: Mais vale trabalhar com a vida, que com a morte.
Minha proposta: Expectar. Pelo menos enquanto não me houver ideias.
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Novo estágio: pediatria. Tem mais vida que morte. Vamos ver, era uma antiga vontade.
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